(n. 1994, Rio de Janeiro, Brasil) baseia sua prática na convergência de diferentes linguagens, como pintura, fotografia, vídeo e instalação, tornando-se expoente de uma nova geração de artistas produtores de objetos e imagens que reivindicam protagonismo para agentes e corpos usualmente marginalizados em nossa sociedade e na tradição da arte. Com uma abordagem decolonial, seu trabalho se debruça sobre a experiência e performatividade do corpo negro na sociedade contemporânea. Para isso, ele recupera elementos do passado, imagens, narrativas e personagens - oficiais e extra oficiais -, de modo a contribuir para o fortalecimento e divulgação da historiografia afro-brasileira.
Por um lado, sua pesquisa se debruça sobre biografias de personagens negras que tiveram sua importância apagada pela história, atribuindo-lhes a devida importância. Por outro, o artista volta-se para as violentas abordagens policiais de corpos racializados, revisitando as noções de privilégio, presentes na cultura e sociedade brasileira, assim como denunciando o mito da democracia racial. Em sua série Vogue , em que Almeida se apropria da identidade visual e da estética dessa famosa revista de moda para vincular corpos negros, vemos a convergência dessas diversas linhas de trabalho, levando-nos a questionar sobre os modos como esses sujeitos são representados e postos em circulação na cultura visual brasileira.
Elian Almeida vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil. Suas exposicoes individuais consistem em: Pessoas que eram coisas que eram pessoas , ocorrida na Nara Roesler de São Paulo (2023), e Antes – agora – o que há de vir , na Nara Roesler (2021), no Rio de Janeiro, Brasil. Seus trabalhos estiveram presentes em diversas coletivas, entre elas:
Beyond the present: Collecting for the future – The Cristine Mack Art Collection , no Southampton Arts Center (2025), em Southampton, EUA; Complexo Brasil, na Fundação Calouste Gulbenkian (2025), em Lisboa, Portugal;
Encruzilhadas da Arte afro-brasileira , no Centro Cultural Banco do Brasil (2023), Brasil Futuro: as formas da democracia , no Museu Nacional da República, em Brasília, Brasil (2023), Quilombo: vida, problema e aspiracoes do negro , no Instituto Inhotim (2022), Brumadinho, Brasil, Atos de revolta , no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) (2022), no Rio de Janeiro, Brasil. Crônicas cariocas , no Museu de Arte do Rio (MAR) (2021), no Rio de Janeiro, Brasil; Enciclopédia negra , na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2021), em São Paulo, Brasil; e no Museu de Arte do Rio (MAR) (2022), no Rio de Janeiro, Brasil; Amanhã há de ser outro dia / Demains sera um autre jour , no Studio Iván Argote e no Espacio Temporal (2020), em Paris, França; Esqueleto – 70 anos de UERJ , no Paço Imperial (2019), no Rio de Janeiro, Brasil; Arte naïf – Nenhum museu a menos , na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage) (2019), no Rio de Janeiro, Brasil; Mostra memórias da resistência , no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (CMAHO) (2018), no Rio de Janeiro, Brasil; Bela verão e Transnômade Opavivará , no Galpão Bela Maré (2018), no Rio de Janeiro, Brasil; Novas poéticas – Diálogos expandidos em arte contemporânea , no Museu do Futuro (2016), em Curitiba, Brasil; entre outras. Seu trabalho integra as coleçoes do Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro, Brasil, da Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil, e do Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil.