São Paulo, Brasil • b. 1961
Através da sua aproximação pós-conceitual ao fazer artístico, o trabalho de Jac Leirner (n. 1961, São Paulo, Brasil) implica em uma habilidade magistral na articulação de objetos específicos, coleções e arquivos. Trata-se do acúmulo de lembranças, coisas deslocadas de seus contextos originais. Aqui, as funções simbólicas desses objetos ganham novas dinâmicas. Seu trabalho organiza vícios, utensílios e ferramentas, papeis oficiais, invólucros e parafernália de museus de acordo com lógicas internas desses materiais. Seriação, modulação e padronização são métodos que assumem esses objetos como matrizes construtivas de linguagem. Jac tem como princípio a apresentação de coisas, onde a textura material da vida cotidiana ganha um novo corpo que assume a aura da arte.